quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Sem poesia

Hoje não há poesia
Pois ainda é dia
E a noite não vem

Hoje não há canção
Pois vendi o coração
A quem nada tem

Hoje não há poesia
Pois sem alegria
Só sei ser ninguém

Hoje não há sensação
Pois tem meu coração
Quem digo que nada tem.

Plantio

Ouço passos...
É você que, outra vez,
Pisa em minha mente.
Vem contente, leve, altiva;
Para, curva o corpo angelical,
Cava este solo
E com carinho
Deita outra semente.

Canto

Está acabando a corda
Acho que vou parar
Também está passando o tempo
E o tempo não pode parar.
Quero vencer, viver e ser!
Talvez vença antes que acabe a corda
Talvez viva enquanto o tempo não passa
Mas o ser é curto
E a existência limitada
A corda, que o tempo dá para a vida

Punhos e mente

Tu, que tocas meu peito
Enobrece minha alma
Faz-me viver,
Relembrar poesias feitas
Por este punho, por esta mente
Que as tem de cor.
Tu, só tu as tornas tão infantis,
Tão sem sentido,
Que me ponho a pensar
Nunca tornar a escrever.

Tu, que tocas meu peito
Empobrece minha alma
Faz-me ver
Relembrar poesias feitas
Por esta mente demente,
Que justos punhos recusaram
O plantio de tais sementes
Tão sem sentido,
Que te ponho em meu pesar
Com meus punhos a pensar
Para nunca tornar a escrever

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Tormento

O mundo é mau
Nele todo mundo chora
E é por um pouco de amor
Que todo mundo implora

Não sou feliz...
Tê-la ao meu lado é o que quero
Farei todo o mundo feliz
Se seu amor for sincero

Mas você não vem...
E do mundo ouço o lamento
Com a multidão eu grito
Sua ausência é meu tormento

Pensamento

Quando eu te vi
Meu coração pulsou
E num salto de alegria
Senti que teu nome murmurou

Desde então querida
Em todos os momentos
Só tu és minha vida
Pois não sais do meu pensamento

Se choro é por ti que choro
Se sorrio, sorrio pra ti
E vejo num só instante
Todos os anos que vivi

Vivo só pensando
Só por ti eu sei viver
A ti estou amando
Sem ti irei morrer.

Querida

Desde que te vi
A minha vida mudou
Até parece que em minha alma
Um novo sol brilhou

Agora quando te vejo
Eu não sei o que acontece
Um suave sorriso amoroso
Em minha boca aparece

Eu fico tão estranho
Tudo parece rodar
E meu passado florido
Fico sempre a recordar

Fico a ver teu rosto
Nas espessas nuvens do ar
Fico vendo teus olhos
Olhando pros meus a brilhar

Olho pro céu e vejo a lua
Com lindo esplendor a brilhar
Olho pra terra e vejo
Teu lindo lábio a me chamar

Oferenda

Não te trago flores ou presentes
São coisas que se acabam,
Ou logo vêem a morrer
Trago-te versos dos meus
Que talvez nunca venhas a esquecer

Não os leia muito depressa
Leia-os com bastante emoção
São partes da minha vida,
E os tirei do coração

E a cada momento que se passar
Pensando no amor, me vier inspiração,
Agradecerei a deusa Haali,
E aumentarei esta coleção

Por favor conserve-a bem
E ponha teu nome no fim
Assim não te esquecerei,
E te peço: Nunca se esqueças de mim.

Poesia primeira

Quando estou sozinho,
Fico pensando sem calma
Fico pensando na vida
O que seria dela sem a alma

A alma nos faz pensar,
Também nos faz crescer,
Um dia nos faz chorar,
Por um coração obedecer.

Quando isto acontece,
Temos uma suave dor.
Como é pura e bela,
A doce dor do amor.

Mas esta suave dor
Também nos deixa magoados
Tudo isto acontece,
Quando amamos sem sermos amados.

Pelo cupido fui atingido
Por uma flecha certeira
Isto deu-me inspiração,
Para esta poesia primeira.