domingo, 21 de agosto de 2011

Homenagem à Augusto dos Anjos

Por vezes, ninguem assistiu
.......ao formidável enterro
.......da tua ultima quimera,
.......nem a solidão, que foi pantera,
.......companheira seprarável,
.......te abraçou, te carinhou, te beijou..


Acostuma-te ao escarro,
.......no barro que te formou...
.......inda trago no peito
.......o aperto suspeito
.......do cigarro que se fumou.

Ainda assim ficou a chaga
.......que sem suspeita te apaga.
.......Apedreja esta mão vil
.......que te afaga,
.......acende o cigarro que se apaga,
.......cospe na boca que te beija,
.......respira o ar que se desfaz
.....................(ainda que pobre),
.......e te abriga na terra
.......que te cobre.

tio ed 21/03/2007 (dia internacional da poesia)
.......




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