quinta-feira, 18 de agosto de 2011

paradoxo

meu coração pulsa
em forma de poesia
(de poesia em forma).
As vezes, quando me expulsa,
não sei se escrevo para Maria,
ou, se de Maria, passo à Norma.


Sei que é pequeno
o espaço
que meu peito reforma.
Nao sei se me torno sereno,
nem sei se grande me faço.


Sê-de, meu peito, pequeno
prá coisa que me transforma.
(aos poucos eu só queria)
por vezes ter ao meu lado, Maria,
e outras, me deitar
nos braços quentes de Norma.



Tio ed 21/11/2003

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