terça-feira, 30 de agosto de 2011

Punhos e mente

Tu, que tocas meu peito,
enobrece minha alma,
faz-me viver,
relembrar poesias feitas
por estes punhos, por esta mente
que as tem de cor.

Tu, só tu as tornas tão infantis,
tão sem sentido,
que me ponho a pensar
nunca tornar a escrever.

Tu, que tocas meu peito,
empobrece minha alma,
faz-me ver,
relembrar poesias feitas
por esta mente demente,
que justos punhos recusaram,
o plantio de tais sementes,
tão sem sentido,
que ponho em meu pesar,
com meus punhos a pensar,
para nunca tornar a escrever.

tio ed 05/01/1979

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